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O Terroir Palomas

Terroir é uma expresão francesa que designa o conjunto de fatores e condições de cultivo que são específicas de um vinhedo e que influenciam a qualidade do vinho.

O terroir Palomas não foi escolhido por acaso.

Esta escolha é fruto do conhecimento adquirido através da pesquisa e informação, bem como da experiência de profissionais que colocaram como sua grande missão elaborar um vinho de qualidade e caráter excepcionais, para ser comparado a qualquer grande vinho importado, de qualquer parte do mundo. Assim, a implantação de todo o projeto foi absolutamente planejada. A Vitivinícola Cordilheira de Sant´Ana instalou seus vinhedos e adega em Palomas por estar convicta de que esta é a melhor região brasileira para o cultivo de uvas viníferas.

A região de Palomas está localizada no município de Santana do Livramento, no RS, na chamada região de Campanha Gaúcha, a uma altitude média de 200 metros e a 31º de latitude sul.

Esta escolha é fruto do conhecimento adquirido através da pesquisa e informação, bem como da experiência de profissionais que colocaram como sua grande missão elaborar um vinho de qualidade e caráter excepcionais, para ser comparado a qualquer grande vinho importado, de qualquer parte do mundo. Assim, a implantação de todo o projeto foi absolutamente planejada. A Vitivinícola Cordilheira de Sant´Ana instalou seus vinhedos e adega em Palomas por estar convicta de que esta é a melhor região brasileira para o cultivo de uvas viníferas.

A região de Palomas está localizada no município de Santana do Livramento, no RS, na chamada região de Campanha Gaúcha, a uma altitude média de 200 metros e a 31º de latitude sul.

A topografia de Palomas caracteriza-se por coxilhas de até 15% de declividade, com suaves ondulações, o que permite a mecanização de praticamente todos os tratos culturais e a utilização de técnicas especiais de manejo do solo. O solo, composto basicamente por arenito, com fragmentos de basalto interestratificado, proporciona excelente drenagem, uma vez que apresenta profundidade média de 1,5 a 2 metros.

Estas condições permitem um maior desenvolvimento radicular da videira e diminui a possibilidade das plantas sofrerem com o stress hídrico. A fertilidade é média, com teores de matéria orgânica em torno de 1,0 a 1,2 %, o que incide numa menor vegetação e melhor frutificação, ou seja, não há excesso de vigor nas plantas e a produtividade é baixa, favorecendo a produção de frutos com alta concentração de aromas, açúcar e polifenóis.

O clima de Palomas é temperado subtropical, com verões quentes e de alta insolação. A precipitação pluviométrica anual está em torno de 1.400 mm, sendo de apenas 330 mm durante o período de maturação das uvas (dezembro a fevereiro), com umidade relativa do ar em torno de 71%. A amplitude térmica diária (diferença entre as temperaturas mínima e máxima) durante o período de maturação é de 13 ºC. O número de horas de frio, abaixo de 7ºC está em torno de 380 horas.

Este conjunto de índices favorece, desde um repouso invernal adequado para o acúmulo de nutrientes da planta, passando por uma brotação homogênea do sistema foliar e dos cachos, até culminar em uma maturação equilibrada dos frutos. Isto se traduz, principalmente, em alto teor de açúcares e polifenóis, obtendo-se vinhos aromáticos, com sabor de frutas, estruturados e potentes, com boa graduação alcoólica natural.

A videira é uma espécie de planta trepadeira, cuja propriedade é subir para buscar a luz. Assim sendo, ela tem necessidade de ser conduzida através de um sistema de condução foliar eficaz, que favoreça a fotossíntese, que transforma a luz do sol em componentes hidrocarbonados necessários ao crescimento. O sistema de condução escolhido pelos técnicos da empresa foi a espaldeira simples, com um cordão esporonado. A distância entre cada planta é de 1,20 metros.

Este sistema permite uma alta insolação dos cachos, ao mesmo tempo em que evita a formação de micro-climas que favoreçam o desenvolvimento de doenças fúngicas. Neste sistema também se torna mais fácil o controle da produtividade, uma vez que uma videira que se sobrecarrega com cachos não conseguirá amadurecê-los adequadamente, não importando quanto sol haja. Assim, tanto a poda de inverno, que é o corte das velhas ramas para preparar a planta para a próxima produção, quanto a poda verde, que é a retirada do excesso de vegetação com o objetivo de melhorar a insolação dos cachos, são favorecidas por este sistema de condução.

A distância estabelecida entre as filas de parreiras é de 3,30 metros, o que permite a mecanização da maioria dos tratos culturais necessários ao bom desenvolvimento de todo o vinhedo.

As variedades plantadas foram cuidadosamente escolhidas. Estão entre as que têm melhor se adaptado ao solo e ao clima de Palomas. A vasta experiência de nossos técnicos, aliada a estudos científicos, indicaram variedades e estilos de vinhos oriundos de climas frios. Assim, as cepas implantadas neste vinhedo e que já estão produzindo seus vinhos são as seguintes:

Uvas Brancas:

  • Chardonnay: é a cepa branca mais apreciada no grupo de uvas clássicas. Com muito êxito em suas terras preferidas, notadamente em Chablis (norte da Borgonha) e em Champagne, é um tipo de cepa muito adaptável, que pode produzir vinhos variados, dependendo da localização. Em Palomas, têm alta capacidade de maturação, concedendo a seu vinho um aroma potente de fruta madura, de paladar redondo e equilibrado.
  • Gewurztraminer: cepa oriunda da região da Alsácia, seu nome, em alemão, significa “tempero”, uma boa indicação da personalidade desta cepa. Normalmente, essa cepa, fora dos vinhedos do centro da Europa, tem um sucesso limitado por causa da intolerância ao calor, porém em Palomas encontrou o terroir adequado para desenvolver-se com exuberância. Aqui produz um vinho com frutado pronunciado, marcado por toques de especiarias, fácil de ser identificado.
  • Sauvignon Blanc: esta cepa branca, muito cultivada na Nova Zelândia, Califórnia e no Chile, mas de origem francesa, do Vale do Loire, produz vinhos clássicos de sabor herbáceo, às vezes recordando maracujá e pimentões verdes. Em Palomas estas uvas se desenvolvem de forma exuberante, produzindo um vinho personalíssimo e refrescante, ao mesmo tempo sutil e delicado.

Uvas Tintas:

  • Cabernet Sauvignon: é a cepa de maior prestígio no mundo inteiro. Desenvolveu-se em Bordeaux e somente é cultivada onde se deseja obter um vinho de qualidade. Sua maturação é tardia. Suas bagas são escuras, pequenas e de casca espessa. Em Palomas, onde está perfeitamente adaptada, esta cepa produz um vinho tânico e encorpado, potencialmente de longa vida, de coloração rubi, com aroma de frutas vermelhas e bouquet pronunciado.
  • Merlot: é a chave dos grandes vinhos tintos de Saint-Emillion e de Pomerol. De amadurecimento mais precoce do que a Cabernet Sauvignon, esta cepa geralmente produz cachos alados, de tamanho médio e bagas pequenas. Em Palomas, onde seus frutos têm um perfeito amadurecimento, é possível elaborar um vinho de explêndida complexidade, de sabor amplo, macio e aveludado. Tem aroma frutado de ameixas secas e coloração rubi com tons violáceos.
  • Tannat: é uma variedade tânica vigorosa do sudoeste da França, principalmente de Madiran. Em Palomas, esta cepa se desenvolve extraordinariamente bem, produzindo cachos compactos com frutos muito escuros e grande capacidade de maturação. O vinho elaborado é de tonalidade rubi-violácea escura, rico em compostos fenólicos, estruturado, sabor austero, porém não excessivamente frutado.
  • Touriga Nacional é a rainha das uvas tintas portuguesas, que se adaptou perfeitamente ao solo e ao clima de Palomas. Seus cachos são delicados e compactos. Seus bagos são pequenos, com formato arredondado, bem definido e coloração negro azulada, produzindo um vinho que impressiona pela cor intensa e pelos aromas florais, com predominância para violeta, frutos silvestres maduros e resinosos.